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Açude Quixeramobim termina quadra chuvosa há poucos centímetros da sangria

Moradores de Quixeramobim aguardaram com expectativa a barragem sangrar este ano.

Postado por: Sert News

26/06/2018 às 10h49 atualizado em 26/06/2018 às 10h49

Açude Quixeramobim termina quadra chuvosa há poucos centímetros da sangria
© Divulgação

A primeira barragem do Sertão Central a sangrar no início da quadra invernosa, o Açude Quixeramobim, frustrou a expectativa de muitos moradores desta cidade distante 235 quilômetros da capital cearense. O entusiasmo surgiu quando praticamente do dia para a noite, no fim de abril deste ano, a represa construída pelo Governo Federal, inaugurada em 1960, recebeu um bom volume hídricoEstava completamente seca até o dia 12 daquele mês.

acúmulo repentino de aproximadamente 97% da capacidade do açude agitou os moradores. Câmeras de videomonitoramento foram instaladas nos dois lados da ponte com 240 metros de extensão e 15 comportas. O objetivo era transmitir em tempo real o transbordo na parede após nove anos de espera. A lamina d’água atingiu até sete centímetros para começar a escorrer rio Quixeramobim abaixo. Todavia, as chuvas se reduziram e o espetáculo das águas não aconteceu.

Muitos moradores se divertiram no banho de açude. O sangradouro era utilizado como ponto de apoio.

motivo da frustração dos moradores está na captação da água pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do Município, para abastecimento da cidade. Apesar de ter passado a contar com a adutora do Açude Pedras Brancas, no município vizinho, Banabuiú, a barragem local é fundamental para a complementação do atendimento do sistema de bombeamento, havia explicado o presidente do SAAE, Miguel Fernandes. Sistematicamente são bombeados 500 mil m³. O Açude tem capacidade para  7,8 milhões de m³, segundo levantamentos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

A cada dia de chuva muita gente corria para a barragem, mas a água parecia estar no mesmo nível, nunca atingia a cota máxima, explicou o técnico do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), João Eudes da Silva. Ele é o administrador do açude. O volume atual, 6,88 milhões de m³, será suficiente para atender o abastecimento até o fim do ano. Havendo inverno o próximo ano, deverá sangrar novamente, estima.

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