PUBLICIDADE

Ex-policial que matou jovem na garupa do pai em 2010 morre atropelado em Fortaleza

Yuri foi atropelado após fazer compras em um frigorífico na Avenida Domingos Olímpio

Postado por: Sert News

06/08/2017 às 14h35 atualizado em 06/08/2017 às 14h35

Ex-policial que matou jovem na garupa do pai em 2010 morre atropelado em Fortaleza
Desespero do pai ao ver filho morto comoveu a população. (Foto: Leal Mota Filho/2010/Tribuna do Ceará)

O ex-policial militar Yuri da Silveira Alves Batista, 32, acusado de matar o adolescente Bruce Cristian Souza de Oliveira em 2010 na garupa da moto do pai, morreu no sábado (5). Ele foi atropelado por um ônibus na Avenida Domingos Olímpio e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com reportagem do programa Barra Pesada/TV Jangadeiro, Yuri foi atropelado após fazer compras em um frigorífico na Avenida Domingos Olímpio. Ele saiu do estabelecimento levando mercadoria para um churrasco com a ajuda de um funcionário do local. Quando estava destrancando o carro, foi atropelado por um ônibus. A área tem um espaço estreito entre o estacionamento e a avenida.

O ex-policial do Ronda do Quarteirão foi expulso da Polícia Militar em novembro de 2010. Em 25 de julho do mesmo ano, ele teria sido o autor do disparo que atingiu na nuca o jovem Bruce Cristian, de 14 anos, quando estava na garupa da moto do pai, no cruzamento da avenida Desembargador Moreira com a rua Padre Valdevino, em Fortaleza.

O adolescente trafegava com o pai quando passaram pela viatura do Ronda do Quarteirão. O pai, Francisco das Chagas de Souza Oliveira, não parou a moto e o policial atirou contra eles.

O crime chocou a população, principalmente pelas imagens do desespero do pai ao ver o filho morto . Yuri foi levado a júri popular por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e lesão corporal contra o pai do adolescente.

À época, a denúncia do Ministério Público alegava que a morte do adolescente decorreu de ação imprudente e precipitada por parte do ex-policial.

A defesa de Yuri alegava que o ex-policial não teve intenção de matar a vítima, mas apenas e atirar no pneu da moto. Ele alegava ainda que o treinamento oferecido pelo Estado durante curso de formação foi insuficiente e determinante para o ocorrido.

FONTE: Tribuna do Ceará

0 Comentário (s)