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Geddel seria líder de grupo criminoso aponta PGR

Postado por: Sert News

20/10/2017 às 13h27 atualizado em 20/10/2017 às 13h27

Geddel seria líder de grupo criminoso aponta PGR
Ex-ministro da Secretaria de Governo de Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB) vai continuar preso na Papuda por decisão do ministro Edson Fachin ( Foto: Ag

Brasília. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou, em manifestação ao Supremo Tribunal Federal, que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) "fez muito em pouco tempo" e o apontou como "líder de organização criminosa". A frase de Dodge sobre a atuação do peemedebista faz referência às suspeitas que lhe são imputadas, de embaraço a investigações e de ocultação de R$ 51 milhões.

A manifestação da procuradora-geral foi feita como resposta a um pedido de liberdade da defesa do ex-ministro. Ela rejeitou os argumentos dos advogados e pede a manutenção da prisão dele.

"Geddel violou a ordem pública e pôs em risco a aplicação da lei ao embaraçar investigação de crimes praticados por organização criminosa. Num segundo momento, passados nem dois meses do primeiro, reiterou a prática ao ocultar mais de R$ 50 milhões de origem criminosa. Fez muito em pouco tempo".

O ex-ministro foi preso pela segunda vez no dia 8 de setembro na Operação Tesouro Perdido, quando cumpria prisão domiciliar. A Polícia Federal encontrou um bunker com malas e caixas de dinheiro -somando R$ 51 milhões- e identificou digitais do político. Segundo Dodge, o valor "monumental" descoberto no apartamento é apenas "uma fração de um todo ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido". "Mesmo em crimes de colarinho branco, são cabíveis medidas cautelares penais com a finalidade de acautelar o meio social, notadamente porque a posição assumida por Geddel parece ter sido a de líder da organização criminosa", escreveu.

Prisão mantida

O ministro Edson Fachin, do STF, decidiu, ontem, conceder prisão domiciliar a dois envolvidos na investigação sobre os R$ 51 milhões. Presos desde o começo de setembro, Gustavo Pedreira e Job Ribeiro Brandão, ambos ligados a Geddel, ficarão proibidos de usar telefones e internet, manter contato com outros investigados e deverão pagar fiança de 100 salários mínimos.

Na mesma decisão, Fachin manteve a prisão preventiva de Geddel, que está no presídio da Papuda, em Brasília. O dinheiro apreendido já foi depositado em conta judicial.

Segundo a PF, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco.

Os advogados do ex-ministro pretendem recorrer da decisão de Fachin. O caso pode ser discutido pelos ministros da 2ª Turma do STF, da qual Fachin faz parte.

FONTE: Agência Diário
TAGS: PGRCriminoso

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