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João Santana e Mônica Moura alegam 'dificuldades financeiras' para pagar advogados

Defesa do casal de marqueteiros diz que precisa de verba bloqueada para pagar honorários

Postado por: Sert News

14/08/2017 às 12h23 atualizado em 14/08/2017 às 12h23

João Santana e Mônica Moura alegam 'dificuldades financeiras' para pagar advogados
João Santana e Mônica Moura firmaram acordo de delação com o Ministério Público Federal - Geraldo Bubniak/Arquivo / Agência O Globo

SÃO PAULO - A defesa dos ex-marqueteiros do PT, João Santana e Mônica Moura, pediu ao juiz Sergio Moro a liberação de R$ 22 milhões bloqueados pela Justiça. Os advogados alegam que os publicitários, delatores da Lava-Jato, estão passando por "dificuldades financeiras" e que necessitam do dinheiro para ajudar a pagar as despesas com os processos pelos quais respondem.

Contratados para as campanhas presidenciais de Lula e Dilma, Moura e Santana tiveram quase R$ 22 milhões retidos na conta denominada Shelbill, na Suíça, de propridade do casal. A princípio, o valor bloqueado seria de R$ 28,7 milhões, mas em maio deste ano 

Moro liberou a transferência de cerca de R$ 6 milhões para contas em nome dos marqueteiros. O Ministério Público Federal, na ocasião da liberação, se manifestou contrário à transferência bancária, alegando ser necessário aguardar o repatriamento de todo o dinheiro.

Moura e Santana foram presos em fevereiro de 2016 na operação Acarajé, 23ª fase da Lava-Jato. O publicitário é acusado de receber US$ 7,5 milhões em contas no exterior através da offshore Klienfeld, que já foi indentificada pela Lava-Jato como um dos caminhos de propina da Odebrecht no exterior. Foram identificados quatro depósitos entre abril de 2012 e março de 2013 que totalizaram US$ 3 milhões.

Outra parte teria origem em contas de Zwi Skornicki, que foi preso no mesmo dia que o casal. Ele teria feito nove depósitos à offshore que perteceria a João Santana, entre 2013 e 2014, que totalizariam US$ 4,5 milhões. De acordo com os investigadores, os valores passaram por bancos em Londres e Nova York antes de chegarem à Suíça. A suspeita da PF é de que o pagamento veio de serviços eleitorais prestados ao PT.

Em documento apresentado na última semana e revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" nesta segunda-feira, a defesa dos publicitários afirma que ambos estão realizando "esforços hercúleos" para repatriar o restante da verba. A demora em realizar o processo foi destacada pelos advogados como um dos fatores para que o dinheiro seja liberado. Eles pedem que "todo o valor remanescente" na conta do exterior seja desbloqueada.

O requerimento também cita a impossibilidade do casal de conseguir trabalhar no momento e arcar com "gastos pessoais e de suas famílias", além da necessidade de pagamento dos honorários dos próprios advogados. Moro ainda não publicou sua decisão sobre o pedido.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, o casal teria sido contratado pelo PT com dinheiro proveniente de esquemas de proprina na Petrobras. Eles foram soltos em agosto do ano passado e absolvidos pelos crimes de corrupção, embora tenham sido condenados por lavagem de dinheiro. No entanto, ao fecharem acordo de delação premiada, homologado em abril deste ano, tiveram a pena substituída pela prisão domiciliar.

FONTE: O Globo

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