PUBLICIDADE

Maia ataca defesa de Temer antes de votação

Presidente da Câmara e peemedebista vivem nova crise às vésperas da análise de parecer sobre acusação na CCJ

Postado por: Sert News

16/10/2017 às 10h21 atualizado em 16/10/2017 às 10h21

Maia ataca defesa de Temer antes de votação
Reprodução - Web

Brasília. O presidente Michel Temer inicia a semana em que a denúncia contra ele será votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) com uma nova crise com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ontem, Maia reagiu à declaração de Eduardo Carnelós, advogado de Temer, que chamou de "criminoso vazamento" a divulgação dos vídeos da delação do doleiro Lúcio Funaro, que tem o presidente como um dos alvos.

Como os vídeos foram disponibilizados pelo site da Câmara, Maia tomou para si a crítica e chamou o advogado de "incompetente e irresponsável" e disse que ele será processado por servidores da Câmara.

Ao rebater Carnelós, Maia mandou um recado direto para Temer: "Daqui para frente, vou, exclusivamente, cumprir meu papel institucional, presidir a sessão (da denúncia)".

O parecer contrário ao seguimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente deve ser votado na quarta (18) na CCJ, para então ser levado ao plenário.

No sábado (14), após o teor dos vídeos terem sido revelados, Carnelós afirmou, em nota, ser "evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no País".

'Incompetência'

Maia divulgou uma certidão em que consta que os arquivos digitais anexados à denúncia "foram integralmente reproduzidos nos dispositivos entregues às defesas" de Temer e dos ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, todos alvos do processo.

A Câmara informou que, em 27 de setembro, as defesas de Temer e dos ministros receberam cópia integral de toda documentação encaminhada pelo STF. Em nota, a presidência da Câmara disse que, "como é possível depreender da leitura das decisões que encaminharam a denúncia e as cópias dos inquéritos à Casa, não há determinação de restrição de acesso a qualquer parte da documentação'.

Maia disse que era "uma pena o presidente do Brasil constituir esse advogado na sua defesa".

"Incompetência é pouco pra justificar as agressões do advogado. A defesa do presidente recebeu todos os documentos. Nunca imaginei ser agredido pelo advogado do presidente Temer. Depois de tudo que eu fiz, essa agressão não faz sentido. Daqui para frente vou, exclusivamente, cumprir meu papel institucional, presidir a sessão", afirmou. "Ser tratado como criminoso é muito difícil". Em nota divulgada ontem, Carnelós disse que desconhecia que os vídeos estavam no site da Câmara.

O ministro Moreira Franco disse, em uma rede social, que a delação de Funaro foi uma "encomenda remunerada" do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. "Como faltava-lhe bambu, ocorreria a encomenda remunerada da delação".

FONTE: Estadão Conteúdo

0 Comentário (s)