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PF desarticula quadrilha que fraudou Enem 2017 no Ceará

Ao todo estão sendo cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, prisão preventiva e condução coercitiva

Postado por: Sert News

08/11/2017 às 14h39 atualizado em 08/11/2017 às 14h39

PF desarticula quadrilha que fraudou Enem 2017 no Ceará
A quadrilha violava os lacres para acesso às provas do Enem antes do início das avaliações ( Foto: Divulgação )

Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagram na manhã desta quarta-feira (8),  a operação Adinamia 1, com o objetivo de desarticular organização criminosa que vem atuando, de forma contumaz, em esquema de fraudes a concursos públicos e processos seletivos para ingresso no ensino superior, por meio do Enem 2017, no Ceará e em outros estados da Federação. 

Ao todo estão sendo cumpridos 36 mandados, sendo: 21 de busca e apreensão; quatro de prisão preventiva e 11 de condução coercitiva, nos Estados do Ceará (Fortaleza, Juazeiro, Barbalha, Mauriti, Abaiara e Lavras da Mangabeira), Paraíba (São José de Piranhas e Cajazeiras) e Piauí (Teresina).

Cerca de 90 policiais federais participam da Operação Adinamia 1, visando à coleta de provas dos delitos cometidos, quais sejam: fraudes a processo seletivo e concursos públicos, organização criminosa e lavagem de dinheiro, crimes, cujas penas preveem prisão de 1 a 4 anos, 3 a 8 anos e 3 a 10 anos de prisão, respectivamente, e multas.

Fraude

As formas da fraude consistem na violação antecipada de lacres para acesso às provas do Enem e concursos e na utilização de candidato piloto e de ponto eletrônico, com a transmissão dos gabaritos. O curso de medicina é o principal alvo das fraudes e também o mais caro, sendo pago em torno de R$ 90 mil, por vaga, sendo metade do valor pago antes do certame e metade depois de garantida a vaga.

Esse tipo de fraude tem uma repercussão social de longo alcance, para além da questão criminal, por frustrar o esforço de candidatos honestos que estudam e buscam legitimamente o acesso aos cursos de nível superior e cargos públicos.

FONTE: Jornal Diário do Nordeste

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