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Sessenta pessoas morreram por chikungunya no Ceará em 2017, diz Sesa

Em uma semana foi registrada a morte de nove pessoas em consequência da doença no estado.

Postado por: Sert News

05/08/2017 às 12h40 atualizado em 05/08/2017 às 12h40

Sessenta pessoas morreram por chikungunya no Ceará em 2017, diz Sesa
Cento e dois municípios do Ceará apresentam altas incidências de Chikungunya (Foto: GloboNews)

Sessenta pessoas morreram por chikungunya no Ceará, em 2017, de acordo com boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (4), pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). O boletim mostra que em uma semana foi registrada a morte de nove pessoas em consequência da doença no estado.

Do total de mortes, 26 foram mulheres e 34 homens, com idades entre 10 dias e 94 anos. As mortes por chikungunya foram registradas em Acopiara (2), Aracati (1), Beberibe (2), Caucaia (3), Fortaleza (47), Maranguape (2), Morada Nova (1), Pacajus (1) e Senador Pompeu (1).

 

111 mil notificações da doença

 

De acordo com a Sesa, neste ano foram notificados 111.834 casos suspeitos de chikungunya, dos quais 12.950 foram descartados. A taxa de incidência dos casos suspeitos de chikungunya para o estado do Ceará é de 1.247,6 casos por 100 mil habitantes, 4,1 vezes a incidência considerada de nível epidêmico pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de 300 casos por cada grupo de 100 mil habitantes. Dos 184 municípios cearenses, 102 municípios apresentam altas incidências da doença.

A Secretaria da Saúde do Ceará confirma 68.790 casos de chikungunya neste ano. Considerando os critérios do Ministério da Saúde - quando a doença é constatada por exame clínico, e não laboratorial -, o número de casos já passa de 98 mil, mais que todos os outros estados brasileiros juntos.

Entre os prováveis motivos apontados por especialistas para o aumento de casos da doença estão clima propício, seca e aumento da população de Aedes aegypti. Para Robério Dias Leite, infectologista pediátrico em Fortaleza, no caso do Ceará, a seca foi fator determinante.

"Tivemos um grande período de seca, e neste ano uma melhora, mas ainda estamos abaixo dos níveis médios de chuvas no estado. Isso favorece porque durante a seca as pessoas tendem a armazenar água e isso contribui no desenvolvimento do mosquito", explicou.

 

O boletim mostra, ainda, que a predominância dos casos se concentrou na faixa etária entre 20 e 49 anos. Foram confirmados 564 casos da doença e crianças com menos de um ano de vida.

 
 

FONTE: G1

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