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Volume de chuva na pós-estação tem leve alta no Ceará

Apesar da alta nas chuvas, situação da crise hídrica no Ceará 'praticamente não sofreu modificações', avalia Funceme.

Postado por: Sert News

08/08/2017 às 11h36 atualizado em 08/08/2017 às 11h36

Volume de chuva na pós-estação tem leve alta no Ceará
Apesar da alta nas chuvas, situação da crise hídrica no Ceará 'praticamente não sofreu modificações', avalia Funceme. (Foto: Agência B

A pós-estação chuvosa no Ceará em 2017 registrou um desvio positivo de 3,7%, se comparado com a média histórica do período. O volume observado durante os meses de junho e julho foi de 54,8 milímetros, enquanto a média é de 52,9mm.

O volume registrado nos dois meses é o maior do que o mesmo período de 2016, quando a média foi de 18,7mm. A variação representa um crescimento de 193%, no comparativo entre os dois anos.

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a explicação para o volume de precipitações registrado na pós-estação deste ano foi o impacto de sistemas chamados de Ondas de Leste, que ocorrem a partir de distúrbios na área de atuação dos ventos alísios próximos à Linha do Equador.

“Esse período, neste ano, foi melhor do que o ano passado, mas um pouco inferior a 2015. Na realidade, a pós-estação é muito variável, ano a ano, e não representa, em geral, um volume médio de chuva, no Estado, de grande importância. Em 2013, no segundo ano do período seco de cinco anos consecutivos, o bimestre junho a julho apresentou o maior desvio (+70,8%) dos últimos 6 anos. Nessa ocasião, choveu, em média, 90,3mm, o que correspondeu, praticamente, à média climatológica do mês de maio (90,6 mm). Portanto, apenas nesse caso, o volume de chuva foi mais expressivo”, explica o meteorologista Raul Fritz.

Ainda conforme a Funcema, apesar das chuvas de pós-estação, a situação hídrica no Estado praticamente não sofreu modificações, pois a houve má distribuição espacial, isto é, reservatórios importantes como Castanhão, Banabuiú e Orós não receberam aporte considerável.

No início de junho, os 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) apresentavam volume total de 2,35 bilhões m³, o que representa 12,6%. Já no fim de julho, o acumulado representava 12,1%.

FONTE: G1

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