Alerta: Novo Aumento do Nível do Rio Guaíba Preocupa Autoridades

© REUTERS/Adriano Machado

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O Instituto de Ciências Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) emitiu um alerta preocupante neste domingo (12), indicando um novo repique na cheia do Rio Guaíba. De acordo com projeções, espera-se que os níveis do rio ultrapassem os 5 metros, podendo atingir até 5,50 metros nos próximos dias. Essa previsão supera o pico anterior de 5,30 metros, registrado na semana passada.

Os dados mais recentes apontam que, às 9 horas deste domingo, o nível do Rio Guaíba já estava em torno de 4,65 metros, indicando uma elevação em relação aos dias anteriores. O recorde de 5,30 metros foi alcançado no último domingo (5), seguido por uma redução gradual até atingir 4,56 metros no sábado (11). No entanto, entre sábado e domingo, observou-se um aumento de 10 centímetros no nível do rio.

Segundo os especialistas do Instituto da UFRGS, os rios afluentes do Guaíba vinham apresentando uma redução lenta em seus níveis até sexta-feira (10), porém, as últimas 24 a 48 horas foram marcadas por precipitações significativas, especialmente nas bacias do Taquari, Sinos, Caí e Jacuí, com mais de 100 milímetros de chuva em algumas áreas. Esse cenário levou ao aumento dos níveis dos rios afluentes, como Taquari, Caí, Sinos e Jacuí.

Além das chuvas intensas, há previsão de ventos fortes, podendo atingir até 50 quilômetros por hora na Lagoa dos Patos durante segunda e terça-feira (13 e 14).

Diante dessa situação, o Instituto de Ciências Hidráulicas recomenda atenção especial às áreas de risco, mesmo aquelas que já apresentaram redução na inundação. É essencial garantir a segurança da população afetada e tomar medidas imediatas para o restabelecimento de infraestruturas e a manutenção de serviços essenciais, como o saneamento básico.

Essa previsão foi desenvolvida pelos professores Fernando Fan e Rodrigo Paiva, juntamente com o mestrando Matheus Sampaio, do Instituto de Pesquisa Hidráulicas (IPH) da UFRGS, em colaboração com a empresa RHAMA Analysis.

Fonte: Agência Brasil – Edição: Vinicius Lisboa

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