Tragédia no Nepal ultrapassa mil mortos; buscas por desaparecidos continuam em túneis
Equipes de resgate enfrentam toneladas de lama e destroços para tentar localizar trabalhadores que podem estar presos em complexos hidrelétricos
A tragédia provocada por enchentes e deslizamentos na região do Himalaia continua mobilizando equipes de emergência no Nepal. O número de mortos já ultrapassou mil, enquanto milhares de pessoas permanecem desaparecidas.
Segundo os balanços mais recentes divulgados nesta terça-feira (1º), o Nepal registra 1.003 mortes e 3.916 desaparecidos. No Tibete, outras 16 pessoas morreram e 546 continuam desaparecidas.
Um dos principais focos da operação está nos complexos hidrelétricos atingidos pela força das águas. Cerca de 900 trabalhadores são considerados desaparecidos, e aproximadamente 500 deles podem estar dentro de túneis que foram bloqueados por lama, pedras e outros destroços.
Buscas avançam lentamente
As equipes de resgate conseguiram entrar em alguns dos túneis, mas encontram enormes dificuldades para avançar.
No complexo Upper Trishuli-3A, os socorristas localizaram a entrada de um túnel e trabalham para retirar a água acumulada e enviar ar para o interior da estrutura. Máquinas pesadas também são utilizadas para remover os destroços.
Em outros projetos, as equipes conseguiram avançar dezenas ou até centenas de metros, mas a presença de grandes volumes de lama e rochas continua impedindo o acesso a determinados trechos.
As autoridades ainda não conseguiram confirmar quantos trabalhadores permanecem vivos dentro das estruturas. Por isso, as operações de busca continuam sendo tratadas como uma corrida contra o tempo.
Mais de 11 mil pessoas já foram resgatadas
Apesar da dimensão da tragédia, mais de 11 mil pessoas já foram retiradas de áreas atingidas pelas enchentes e deslizamentos.
O trabalho de emergência também envolve a recuperação de estradas, pontes, redes de energia e sistemas de comunicação destruídos pelo desastre. A reconstrução dessas estruturas é considerada fundamental para permitir que equipes de socorro e ajuda humanitária alcancem comunidades que permanecem isoladas.
A tragédia começou em 26 de agosto, depois que o colapso de uma geleira e de grandes volumes de rochas provocou uma enorme corrente de água, gelo, lama e detritos na região montanhosa próxima à fronteira entre o Nepal e o Tibete.
As buscas continuam nesta terça-feira, enquanto milhares de famílias ainda aguardam informações sobre parentes desaparecidos.
Nepal | Himalaia
Imagens: Reprodução/Redes sociais
SertNews Teresópolis
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